quinta-feira, 21 de agosto de 2014

gato, cabelo e sororidade


o dia que eu tanto temia chegou: hoje ele descobriu minha mala! 
essa foto é do quarto ou quinto dia dele aqui. eu esquentava uma garrafa de água, envolvia num paninho e deixava perto dele na cozinha. ele ficava, mas só até ver as pernas de alguém zanzando pelo cômodo pra ele sair e pedir comida, carinho, ou só dar um olá.
hoje ele já é rei aqui! mordisca nossos pés, se esconde debaixo da cama, gosta de se olhar no espelho e de vez em quando rejeita a caixa de areia D:
o danado descobriu que minha mala é boa pra uma soneca, agora ela tem que viver permanentemente fechada, ai ai
(e o nome dele é benjamim por ser grisalho apesar de bebê, rs)

falando em grisalho... eu cortei o cabelo. acordei ontem com vontade e fui. estou me sentindo bem, parece que o exterior e interior estão mais casados.
eu pensava que nunca cortaria meu cabelo tão curto por minha relação problemática com meu nariz torto, mas ahhhh, estou me libertando disso e até tento aprender a gostar dos "defeitos".
eu cria muito nisso de não combinar com certo tipo de rosto certos cortes e blá blá, mas eu vi que a gente tem mesmo é que experimentar quando der na telha e depois se arrepender ou não. 
e cresce.
e mudar é bom.

e pra terminar, esse desenho que fiz de uma menina:

estou participando de um grupo chamado "selfless portraits das mina" e lá é assim: pares de garotas (só garotas) são sorteadas toda sexta e cada uma desenha a outra (desenha como quiser e quando quiser, sem pressão).
legal, né? eu tirei a alice, mas ela ainda não me desenhou...
o grupo é lindo! tu tem que estar lá, mari! sororidade total, ninguém se ataca.
está sendo bacana treinar meu olhar para diferentes tipos de beleza.

acho que esse post está muito melequento já.
parei aqui.
até o próximo :)




p.s.: nunca esqueço que foi tu que me apresentou a lola e o feminismo! e foi tu que me deu coragem pra cortar a primeira vez <3 obgobg.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Frances HA!

O filme 'Frances Ha' passa voando, você mergulha na vida de Frances, sua casa, seu emprego, seus amigos e suas falhas estão todos lá. Isso parece definir a personagem e ao contrario de muitas histórias Frances não tem é um exemplo, ela é uma pessoa. As falhas dela são gritantes, mas as qualidades são o que mais se destacam. Isso porém não é o suficiente para leva-la onde ela quer chegar, apanhar da vida parece algo constante e o tempo todo a sociedade lhe cobra um comportamento adulto, mas você se sente ainda tão sem experiência. As pessoas em volta de você parecem estar conseguindo, onde está o seu manual?
A história de Frances é divertidíssima, mesmo nos altos e baixos a personagem não passa uma tristeza sem fim para o espectador, até em momentos dramáticos, a aura é natural, não parece haver um peso gigantesco sobre a personagem, só as más decisões e o futuro incerto. Na maioria das vezes a vida é levada na brincadeira e tudo parece muito fácil, mas todos sabem que não é e Frances sofre as consequências de não levar tudo tão a sério. Parece que o mundo não está girando para o mesmo lado que ela. 
O filme causou trouxe a tona várias coisas, me vi um pouco na personagem principal, a sua falta de sucesso em tomar decisões que arrumassem sua vida, sua falta de disciplina com horários e cronogramas, gerando mais e mais atraso nos planos para dar certo. Frances passou boa parte do filme no inserto, tendo que depender de pessoas, nunca cuidando 100% da própria vida. A realidade era que ela estava sozinha, a vida era dela, ela tinha que pagar as contas e ir trabalhar, independente do quanto as pessoas ajudassem ela tinha que fazer a parte dela.
Ao final [Caso não tenha notado, spoilers a frente, não vou dar detalhes mas falo algumas coisas] as coisas dão certo, a vida entra nos eixos e o mundo parece menos assustador. Isso porque decisões foram tomadas e seguidas, sacrificar algumas coisas e se disciplinar em outras, Frances sofre tantas quedas, parece que a vida dela está descendo uma ladeira indefinidamente, mas o que ela deveria ter feito era ter parado um pouco e procurado uma saída, mas fazendo isso ela teria que mudar muito seu modo de viver e quando o fez, não continuou vivendo da mesma forma errante e despreocupada. Embora diferente a vida dela pareceu melhor, como se o mundo dos adultos tivesse aceitado o pedido de admissão. Ela pareceu mais serena ao final, mais realizada, finalmente em um lugar que pertencia a ela.
Vídeo dela correndo e dançando pela cidade.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Planta e assalto.

Resolvi fazer um update de coisas importantes da minha vida, datando de 2 sábados atrás:
Comprei uma planta!! Foi na sexta, Kaio que escolheu, e estou preocupada de não saber cuidar tão bem, plantas são difíceis! Ela tem cores meio roxas e é fofinha, a moça da loja disse que cresce um bocadinho, mas não me parece saudável esses dias, o que faço? E Giulia como está seu gato?
Também aconteceu uma coisa tensa no mesmo fim de semana, eu e Kaio fomos comer sushi, eu chamei ele pra ir de seis e meia, mas ele enrolou até perto de oito. Quando iamos saindo disse pra pegar outro caminho, mas Kaio disse pra irmos pelo de sempre. Enfim, fomos assaltados há uns 600 metros de casa, o cara mostrou uma faca e vimos ele chegando de uma distancia de uns sete ou nove metros. Kaio disse que ia me mandar correr, mas ele não foi doido. Roubaram o celular dele (Que era super legal) e dez reais, o cara nem olhou pra mim.
Hoje um cara estranho falou umas coisas baixinho enquanto eu passava e começou a andar do meu lado, bem devagar em uma bicicleta, meldelsss que medo, tava perto de casa mas mesmo assim. Argh.
Enfim, a cidade está fria, você saí de oito parece mais frio que de seis, tem violência e a faculdade é muito puxada. Pelo menos minhas aulas são de oito, imagina que horrível o frio mais cedo.

sábado, 16 de agosto de 2014

sobre criar

estava vendo essa pintura do james reads e me impressionando.
a luz é muito aconchegante e dá pra ver que tem dois caras dançando também com máscaras bacanas.
tem mais aqui: http://www.jamesreads.com/index/#/trip-the-light-fantastic-too/
e tem um poema legal também.
impossível não lembrar de van gogh, impossível não se encantar.
faz uma semana (ou quase) que abri a maleta/cavalete pra tentar pintar de novo. trouxe uma única moldura de são miguel e ela estava me cobrando quaisquer pinceladas.
entre mergulhos na tinta e pousos na tela saiu algo que não gostei.
deixei de lado, agora a tela está jogada ali num canto. nem me puni! 
isso me lembrou do professor de comunicação nos aconselhando na hora da produção: não espere pela melhor ideia. jogue tudo no papel de uma vez só, até as ideias mais bobinhas, depois filtre e invista na que julgar melhor. 
isso me ajudou, me fez sentir mais livre. então, jogue as coisas aí no papel sem se importar se é bom o bastante ou comercial ou apreciável ou bonito ou extraordinário. só tente. estar tentando é melhor do que só estar pensando em tentar. sem o crivo do cérebro, produza!


queria saber como james reads concebeu essa dança... 

(ontem eu enchi umas páginas com umas tirinhas que juro não mostrar pra ninguém, mas me diverti fazendo, acho que valeu). 


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Parks and Recreation e esses últimos dias

Ontem assisti um episódio de Parks and Recreation com Kaio, era o episódio Pawnee Rangers, sobre o acampamento que Leslie e Ron comandam, cada um um grupo, e também é o episódio do Treat yo Self. Eu gosto muito da série e esse é um dos melhores episódios, mas ás vezes me pergunto como alguém pode ser Leslie? Ela é tão impossivelmente incrível! Faz tanto e tão bem feito. Eu queria muito ser assim, mas sinto que estou afundando aos pouquinhos, afundando para algo que não quero ser. Uns dias atrás quando falei para um colega meu que estava atrasada nas provas, porque fiquei doente várias sextas-feiras(A maioria dor de cabeça, que não me fez faltar, mas me fez ir mal), ele perguntou: "Oxe, você fica doente toda sexta?". Me senti burra, como se essa fosse só uma desculpa para ir mal e ás vezes era mais medo, eu tinha medo de falhar, faltei tantas aulas por não ter coragem de pisar fora de casa, de enfrentar minhas propiás limitações e principalmente de decepcionar as pessoas. Não sei a quem, mas tive medo. Hoje eu percebi que não estou conhecida por ser alguém muito frequente e isso só aumenta meu desespero, só posso ter sete faltas, e se eu for reprovada? Preciso de um pouco de positividade, me sinto tão de fora de tudo. Espero que as coisas fiquem boas, vou tentar.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Sem desafio de musica hoje.

Mas estou progredindo! Hoje estudei bastante, por isso não deu tempo de escutar musica pra fazer o post, amanhã também não. Eu quero passar nessa prova da sexta!! Boa sorte pra mim!
Fiquem com essa lógica irrefutável de Parks and Recreation.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Harper Simon - Division Street

Charlotte: Existem muitas musicas boas nesse disco. As melhores soam como se estivessem flutuando em uma grande nevoa. São enormes. Eu suspeito que H. Simon gravou elas em uma de suas pontes do pai. Ele pôs-se de pé nas pegadas de cimento do pai Simon e foi.
Shauna: Isso é uma metáfora?
Charlotte: Er pode ser? Eu diria que esse é um bom álbum para quem gosta de Elliott Smith (RIP) porque soa exatamente como ele. Um Elliott Smith que cresceu debaixo de uma ponte.
Oi estou quatro horas atrasada no meu horário de estudo e ainda nem escrevi aqui, estou ferradaaaaa! Espero conseguir recuperar. Escutei esse álbum aí fora da ordem, era era pra ser amanhã, escutei enquanto desenhava, as musicas são muito boas! As musicas meio folk e soam bem o suficiente para ficarem na minha playlist permanente, não me surpreendeu tanto quanto John Wizards, mas é deveras familiar, um som que gosto de escutar de forma geral, como comer pudim. Sempre bom e sem surpresas, não que isso seja igual para todos é só que é o tipo de musica que geralmente escuto, o que surpreendeu inicialmente, mas depois fiquei bem confortáveis com as musicas. Outro dia farei um review mais detalhado sobre a banda, quando tiver tempo, por hora estou correndo pra chegar em ultimo.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

John Wizards

Shauna: Eu sinto que se eu botar isso em uma festa as pessoas ficarão preocupadas primeiro e então encantadas. Eles dirão "nós não precisamos de nenhuma outra musica, esses caras do Wizard tem isso providenciado"
Charlotte: A africa do sul tem problemas, mas a falta de batidas legais não é um deles. Q-E-D (Ei essa forma da Charlotte terminar eu não sabia o que era, fui pesquisar no Urban Dictionary e é a abreviação de uma frase do latim "quod erat demonstrandum" que quer dizer basicamente que algo já está provado, é bem formal, mas vem sendo usado de forma irônica para finalizar argumentos)
É o nome da banda! E o nome do álbum! Não e minha combinação favoritas, mas é o primeiro álbum então OK. Fora isso as musicas não tem nada de OK, é simplesmente brilhante! Musica instrumental eletrônica, com uma batida meio antiga, o seu corpo simplesmente move sozinho, o sotaque sul-africano que acompanha certas musicas está em perfeita harmonia com as notas de fundo. É como eu acho que soaria se humanos fossem festejar com aliens, sem viajem, é tudo muito espacial, mas também tem batidas africanas e muita poesia, de uma forma que dá pra sentir ao se mexer. Embora sejam tão boas de dançar as musicas funcionam bem quando você só quer escutar algo no fundo enquanto está no computador. Escutei as primeiras musicas depois da meia noite, o resto enquanto estudava e em uma pausa para dançar.

domingo, 10 de agosto de 2014

The A&R ep - Annie


Charlotte: Annie não faz muitos álbuns. Ela tem uma baixa taxa de produção.
Shauna: Talvez ela tenha feito todos eles um tempo atrás e eles estão demorando um tempo para sair. Esse soa um pouco como musica dançante de 1990. Da proxima vez ela terá um pouco de grunge. Então um período britpop...
Escutei o álbum hoje de manhã, as musicas são muito dançantes e a voz dela soa meio melancólica, meio robô triste meio fada, eu gostei! A batida é meio nostálgica e funciona mil vezes melhor quando você está dançando. Dancei uma musica hoje com Kaio, foi a coisa mais divertidas. Nas outras eu relaxei, a batida é boa pra dançar mas a voz dela acalma, o resultado é muito bom. Aqui passou o dia chovendo, me imaginei dirigindo sozinha na chuva escutando essas musicas. Resultado: Muito bom, dançante e meio magico.

sábado, 9 de agosto de 2014

Desafio! Musica

Bom, eu acabei de acompanhar uma webcomic muito legal chamada Bad Machinery, em um quadrinho o autor bota a lista de álbuns do ano segundo Lottie e Shauna. Eu achei legal e resolvi fazer o desafio de escutar um álbum todo, todos os dias, a partir de amanhã. E escrever aqui o que achei. A vida está simples assim. Também vou estudar bastante, boa sorte pra mim.



Créditos de imagem, Bad machinery, John Allison. 

Melhores coisas sobre garotas - Chihayafuru

Animes de esporte são extremamente divertidos, você acompanha a evolução de um personagem (E também da equipe em que esse personagem está) em um esporte competitivo, suas vitórias e derrotas, os objetivos, que não são pequenos, as falhas e como eles levam a vida em função do esporte. No geral são ótimos exemplos, enquanto algumas histórias apresentam um caráter meio fantasioso a maioria trata de pessoas normais, com diferentes tipos de habilidade, e a forma como essas pessoas podem crescer no esporte, com a ajuda de amigos e de treinos disciplinados. A lição é que não importa o quão talentoso você seja, é preciso treinar se quiser alcançar seus objetivos e que mesmo assim você pode falhar, é simplesmente como a vida é, mas não é uma rasão para não dar o seu melhor.
A história de Chihayafuru começa com uma garota, Chihaya, a procura de membros para seu clube de Karuta competitivo, ela encontra um velho amigo e relembra o passado e como foi se interessar pelo esporte. Ao conhecer a versão criança dela vemos uma garota cheia de potencial, mas sem nenhum objetivo especial para seguir, ao conhecer o Karuta a vida dela passa a girar em torno do objetivo de ser a melhor jogadora do mundo. Chihaya tem falhas, não é tão aplicada na escola ou delicada com as pessoas, mas ela tem percepção das próprias habilidades, do quanto precisa melhorar, seus defeitos como jogadora, além de ter um enorme senso de coletividade e paixão pelo esporte como um todo. 
Essa paixão influencia nas relações que a personagem tem, a maioria dentro do esporte, e o tipo de relacionamentos que ela desenvolve, ela não é a líder da equipe, embora seja a melhor jogadora, mas sim a pessoa mais apta a coordenar a equipe em uma competição, pois embora muito boas suas habilidades não são perfeitas para toda tarefa. A equipe é bem diversificada e vemos o desenvolvimento dos personagens como jogadores e pessoas, a própria Chihaya muda com o passar dos episódios. Também é tratada (embora em menor grau) a relação da personagem com seus familiares, seus pais e sua irmã mais velha.
Uma coisa muito frequente em histórias sobre garotas é que ela tem que ter um interesse amoroso, muitas vezes posto antes dos objetivos em certas situações, em Chihayafuru existe esse romance, mas não por parte da personagem principal e tem um papel não tão decisivo na história. Esse romance tem como alvo a personagem principal e a percepção dela em relação a esse romance é minima.
O esporte é tratado de forma detalhada, mas aos poucos e somente algumas regras básicas são necessárias para a compreensão das partidas, o anime escolhe focar nos jogadores e como eles se sentem durante a partida, tornando a história muito mais sobre estratégia e controle de emoções do que sobre habilidade física. Também é tratada a resistência dos jogadores e o fato que mesmo que se trate de um jogo com pouco movimento é preciso condicionamento físico para praticar o esporte.
Chihaya é uma garota bonita, inicialmente ela chama muita atenção por sua beleza, mas isso rapidamente muda para a percepção que as pessoas tem de sua habilidade como jogadora, suas técnicas e a sua rapidez, essa é a impressão final da personagem, uma boa jogadora e não somente uma jogadora bonita. No geral as jogadoras não são reduzidas aos seus atributos físicos e sim a forma que jogam.
A série não se contenta com uma só boa personagem feminina, desde personagens com maior aparição como as colegas de equipe, até jogadoras adversárias e a atual rainha. Todas tem personalidades, habilidades especificas, tipos de corpo e idades variadas. O anime trata o esporte como algo sem muitas limitações e você pode ser boa independente da sua idade ou tipo de corpo. Dessa forma a série se torna um dos mais representativos animes que vi em muito tempo, são pessoas e mais pessoas, cada uma interessante e que te deixam aguardando pelo próximo episódio, temporada, partida.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

2/8


e mais um dia da faculdade se passou. este é o meu segundo semestre. numa aula desse semana o professor nos desafiou a lembrar do nosso primeiro dia no curso. me surpreendi comigo mesma por não ter deixado nada escrito sobre aquele dia, eu sempre anoto essas coisas, anotava.
mas enfim, até que lembrei.
meu pai me deixou na faculdade (no caminho a foto) e eu cheguei atrasada no auditório onde o coordenador com sua cara juvenil explicava o que era aquilo tudo, meus próximo quatro anos ou.
sentei entre uma garota-de-cabelo-tão-curto-quanto-o-meu-e-concentrada-demais-no-seu-celular e um cara de óculos. fiz uma pergunta à ele pra tentar interagir, ele respondeu breve e acho que nunca mais nos falamos até um dia papearmos pelo chat do facebook sobre tame impala e messejana. hoje ele não usa mais óculos e ali dentro é a pessoa com que mais conversei na vida.
depois das introduções começou aquilo de dar apelidos engraçadinhos para os calouros/bichos, escapei dessa graças a uma ligação da minha mãe. lá fora ela me esperava com meu pai e mônica.
então tudo foi bem rápido. eu entrei naquele auditório sem saber onde iria ficar e como iria cursar e saí dali indo pro meu novo quarto compartilhado com meu colchão bem instalado no chão ao pé da janela.
eu dormir sossegada naquela noite.
e nisso um semestre se passou e depois férias (te conto sobre num prox post ) e agora aqui.
as coisas estão indo bem, sinto isso agora. as cadeiras são em sua maioria interessante e me sinto mais confortável com o pessoal. em casa está tudo bem.cozinhar é até legal de vez em quando, o tudogostosopontocom é meu salvador diário.
tenho consciência que preciso ser mais solta, me aventurar mais, usar meu tempo e ousar conhecer gente nova.
dia desses fui assaltada (ficou tudo bem), dizem que foi o meu batismo, já faço parte da cidade.
dia desses fui molhar os pés no mar de iracema e voltei com uns tanto de areia nas barras da calça.
aqui é legal, realmente.
eu gosto daqui, mas às vezes eu não gosto é de mim.



eu fui
mas voltei
tenho um mundão de coisas pra te contar!

Novo dia, mesmas coisas

Acordei um pouco melhor, mas algo ainda estava preso, fui dormir muito tarde, não sei que horas Kaio foi dormir, atrapalhei o sono dele pela enésima vez, e não estudei nada ontem. Tenho aula de programação nesse exato momento, me arrumei, comi e quando tava pisando fora da casa desisti, meu professor é muito legal, não me sinto confortável indo pra aula sem ter estudado. Saiu a nota do teste e eu zerei, não deu tempo fazer nada e ficou confuso e errado, eu não me permito errar, sabe? Achei que as coisas já estavam melhores mas ainda tenho muito o que andar, vou tentar manter a calma e que dias como esse sejam menos frequentes no futuro. 
Hayao Miyazaki

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Sinto falta de mais pessoas, mas sinto que não há muito espaço.

Eu tenho não incomodar ninguém, mas ultimamente está difícil de fazer parte de algo, eu sei que nessa época Giula diria para não ligar que é coisa da minha cabeça, mas olhando umas fotos antigas me deparei com essa daí de cima e me deixou muito, muito triste. Uma tristeza que não vinha faz meses, eu lembro desse dia, lembro que foi legal e lembro como foi um baque para mim essa foto. Eu estava tentando ficar positiva, não me afastar, deixar de ligar para pequenas coisas etc. Não sei quem tirou essa foto, foi Elvis? Mas lembro que foi algo como fiquem aradas aí que vou tirar uma foto de vocês, e eu andei com vocês a noite toda, o ano inteiro, desde o começo do ensino médio. E eu não apareci na foto, eu estou bem ali, meu pé e braço aparece, mas não sou parte disso, não estou incluída. Foi doloroso, eu apareci em pouquíssimas fotos esse dia e nos dias seguintes, me senti desaparecendo. Kaio disse para que eu não me maltratasse com isso, não sei se Giulia sabe sobre isso, não sei o que ela vai pensar, mas até hoje me sinto meio estranha em relação a esses dias e acho que nunca vou estar 100% com Inês ou Elvis, não me sinto tão confortável no geral, tudo voltou agora, acho que vou acordar e lembrar que não estou mais aí, que esse dia já passou e que as coisas estão diferentes, mas me sinto tão desconectada do mundo. Queria me dar bem com as novas pessoas, mas me sinto tão longe de todos, o problema sou eu, vou tentar mudar pela enésima vez. É estranho postar algo que me deixou triste e não só pensamentos sobre a tristeza. Esse blog está muito pessoal, tenho medo de Giulia não voltar mais, parar de olhar no geral ou começar algo novo e eu nunca irei saber. Manda notícias! Acho que preciso, mas se não der eu entendo, só sinto sua falta.

Ei, Giulia.

Oi Giulia, como você está? Quais são seus planos para esse semestre? Se sente mais sábia? E seus amigos? Tem tanta coisa que eu queria conversar com você, tanta coisa para dividir. Mas você sabe desse blog, muita coisa que tem aqui foi escrita pensando que você leria e saberia mais ou menos como eu estou, então acho que você está meio que por dentro do que estou sentindo esses dias. Mas eu queria saber de você! Se gostou tando de SP que decidiu que vai se mudar pra lá, se arrumou um grupo legal, se está participando de alguma atividade extra, se está apaixonada, se seus sapatos da china chegaram. Sinto que sei  muito sobre você, mas isso está mudando, estamos longe faz tempo e não dá pra acompanhar tudo. Não quero ser uma completa estranha nem que você seja uma, quero saber como você está! Se está assistindo filmes legais, se aprendeu a cozinhar algo gostoso, mil coisas. Desculpa se não falo diretamente com você, é que existem tantas coisas na minha cabeça que acabo ficando ansiosa sobre as menores coisas, e também estou sem créditos há uns dois meses, vou botar, as coisas saem melhor em uma ligação. Escreva algo aqui, todos os dias olho esperando que tenha algo seu, nem que seja falando sobre uma parede que acabou de ser pintada de uma cor legal de frente pra sua casa ou duas linhas sobre um filme. Uma coisa que gosto desse blog é que ele não é só meu, gosto dele porque tem um pouco de você. Fique feliz aonde estiver.
Vou assistir um filme chamado 'Frances Ha' depois te conto, acho que pelo trailer você iria gostar, queria aqui postar uma imagem que lembrasse você mas pareceu meio bobinho, você pode estar diferente, talvez faz tempo e eu não sei.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Dever de casa: Zona de conforto

"What it is, for you? How often are you in it? How does it feel to leave it?" 
Ehn, sinto que estou me esforçando menos para me dar bem, sabe toda aquela super-pressão que você bota em si mesma? Bem, botei muito, e tentando relaxar acabei me perdendo um pouco, fui catando os cacos de mim e me juntei bem mais ou menos. Estou levando um dia de cada vez, mas isso não vai funcionar por muito tempo, tenho q arriscar mais, arriscar errar, não ser inteligente etc.
Me sinto na minha zona de conforto o tempo todo, no sentido que mesmo que não esteja confortável com algo não me forçarei a faze-lo, eu nunca como a salada do R.U., não faço yôga no chão, não medito por mais de cinco minutos. E não é como se eu não quisesse fazer, porque eu quero, é só que parte de mim quer estar no meu cantinho confortável.
Deixar ela me faz ficar em dor fisicaaaa, não aguento. Prefiro trabalhar para tornar confortáveis aos poucos o que está longe de mim, não me refiro as coisas que não tenho coragem de fazer, essas sem duvida alguma estou trabalhando... Talvez em breve, não sei, as vezes a vida fica no caminho e as vezes não é o momento para se arriscar, mas sendo otimista, as coisas boas que surgem de eventos inesperados irão refletir no seu ser, no seu ambiente no que você vai fazer de novo amanhã.
Quando eu assistia community tinha a Annie, e ela era tão organizada, sempre fazia os trabalhos, tirava boas notas. Mas ela também era uma bebê e as coisas tinha que ser sempre do jeito dela, hoje apresentei um trabalho, por mim apresentaria ele todo, foi tão ruim, parece que todo meu esforço foi em vão, só eu me preparei. Nessa hora percebi que não é uma sensação tão boa assim.
Eu não sei, me sinto assustada as vezes. É meio chato tentar ser algo, conseguir e não gostar.