terça-feira, 29 de julho de 2014

Of Monsters and Man e aventurar-se.

Sabe quando uma musica conta um história? Essa coisa magica acontece com muitas coisas, ver um pedacinho de fala e vir na sua cabeça a peça inteira, como ver um quadro de uma pessoa e sentir que sabe toda a história dela, ler um livro e sentir o gosto das coisas, provar uma comida e sentir gosto de alguma coisas, não sei ao certo talvez de brincar com suas amigas na casa da sua avó. Quando a emoção vai além do texto e chega... á você. Sua simples pessoinha é o lugar mais entediante e mais inventivo da terra, não sei ao certo o quanto posso, mas sei que posso. Sei que sou incrível, você também é, todos somos. Mas todos serem especiais não tira a magia do EU especial? O você, não existe em nenhum outro lugar, alguém com a sua perspectiva de mundo, alguém com a capacidade de fazer o que você faz, ou faria. Essa forma de ver o mundo muda a forma das coisas que chegam até você, como você se relaciona com algo, a primeira impressão que você deixa, sua musica preferida, a parte que você prestou atenção no quadro, o que desenhou na hora da aula.
Salvador Dalí. A pintura que Giulia gosta por causa do elefante.
 O jeito com que você lida as coisas também diz muito sobre a sua perspectiva do mundo, nem que essa perspectiva mude a cada cinco anos. Em tempos de turbulência você irá mudar ainda mais, não escrevo isso para quem lê e sim para mim, escrevo o que quero ouvir e o que acho um bom concelho para quem quiser pegar. Sinto que não conseguirei muitas coisas agora, sinto que não posso dar tudo de mim, e ás vezes sinto um desejo enorme de correr, suar, chorar, gritar. Mas não é a hora nem o lugar para isso, não é concedido tempo, o mundo não me esperará. Escuto uma musica de 'Of monsters and men' quase todos os dias, 'Dirty paws', a história é sobre criaturas mágicas e a guerra entre pássaros e abelhas, o céu não era grande o suficiente para todos eles, a musica me faz ir até a floresta e lugares distantes, até cantos onde mágica existe e posso correr, gritar, chorar tudo ao mesmo tempo. O ritmo frenético dos meus pensamentos me leva até um lugar onde o 'eu' não existe, onde não tenho futuro para me preocupar e posso viver o presente. 
Me sinto bem na minha pele, mas gostaria de para por um tempinho, de ser eu e de todas as implicações disso. Queria parar e escutar musicas que me transportam para aventuras, e quem sabe viver uma aventura, mas o tempo passa e as pessoas exigem pressa. A aventura fica só no cartão de memória mesmo.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

É fácil falar de si mesma para o vento.

As coisas ficam melhores quando você fala, parece que seus problemas diminuem quando você os divide com os outros. As coisas melhoram quando você as enfrenta aos pouquinhos, você tem que fazer algo por duas horas? Que tal quinze minutos? Isso você consegue, e não ficará se culpando. Metas pequenas podem parecer pequenas demais, mas vão te dar coragem para ir atrás de desafios maiores. Está meio difícil esses dias, mas estou levando um dia de cada vez, tentarei não me preocupar e ir atrás das coisas de formas devagar.
Ontem nenhum consolo serviu, pareceu impossível, uma tristeza tão profunda que parecia que estava parada no fundo do oceano, tão fundo que não se via a luz do céu. Meus olhos estavam abertos eu via que tinha muito a percorrer, não vou conseguir, eu só ficava lá, parada. Mas e minha vida? Não posso morrer no fundo do mar, mas não conseguirei me salvar. Parece uma situação sem retorno uma tristeza que não tem solução e cada vez que me desespero afundo um pouco mais.
Aos pouquinhos vou nadando, vou vivendo, não preciso fazer tudo perfeito, não preciso nem fazer tudo certo, ou tentar, farei as coisas quando estiver pronta, com calma e sendo gentil comigo mesma. Agradeço por tudo que tenho, pelo lugar onde moro, pela comida que como, pelas pessoas que me amam, pela companhia de quem me faz bem. Agradecerei todos os dias e quando menos esperar conseguirei fazer tudo que boto na minha frente, serei o melhor de mim! Talvez não amanhã ou mês que vem, mas não tenho pressa.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A menos que.

“Unless someone like you cares a whole awful lot, Nothing is going to get better. It's not.”

― Dr. SeussThe Lorax.

Em algum momento do ano passado assisti o filme 'O Lorax', o filme é uma animação 3D baseada em uma obra do autor americano Dr. Seuss. Já havia visto filmes de outras obras do mesmo autor, mas nunca livros e os livros eram exatamente o tipo de histórias infantis que eu amo: As que tratam as crianças como seres pensantes, que não entregam conceitos prontos, mas que fazem pensar e o mais importante, não tem medo de falar de temas sérios.
"Eu sou o Lorax. Eu falo pelas árvores.", a história do filme é sobre um menino que vai em busca do Once-ler para saber a história do desaparecimento das árvores, o Once-ler conta a história de como sua ganancia acabou com as árvores, envenenou os rios e expulsou os animais. A história não é só dele, um outro protagonista, o Lorax, o guardião da floresta, está a alertando o Once-ler desde a primeira machadada, o guardião e o homem se tornam amigos, mas a amizade se degrada na ganancia, até que o Lorax vai embora porque todos os animais se foram por causa da fome e poluição, e não há mais floresta para se guardar uma vez que a ultima árvore é cortada. Do lugar onde o Lorax foi levantado fica uma pedra com uma unica mensagem: UNLESS. Ao acabar de contar a história o Once-ler percebe o significado da palavra "A menos que alguém como você se importe muito, nada vai melhorar. Não é.".
Há uns seis dias atrás assisti um TED talk, sinto que ele me mudou um pouco, talvez não esteja uma pessoa completamente diferente mas a percepção que tenho sobre mim mesma e o que eu quero mudou bastante, o TED talk era "Why you will fail to have a great career" (Porque você vai falhar em ter uma ótima carreira) a palestra é dada por Larry Smith, um professor universitário canadense, nela ele discute o fato de que sua carreira não será brilhante, primeiramente porque você não achou sua paixão, algo que irá te levar até o limite do seu potencial, algo que você será brilhante, criativa e quantitativamente, mas você não achou e talvez tenha medo até de procurar. Nessa hora senti um cutucão, eu sim achei o que queria, essa parte não conversou comigo diretamente, só não pelo fato que achei algo que muitos morrerão sem achar.
A segunda parte tocou mais fundo, Smith falou que mesmo que você tenha achado a sua paixão ainda sim irá falhar, você não seguirá sua paixão por N motivos e irá se privar daquilo que te faria mais feliz, por ter medo. Medo de não ganhar dinheiro, medo de não ter relacionamentos satisfatórios, medo dos julgamentos da sociedade, medo de não ser realmente bom, medo de falhar. Eu tenho uma paixão! Tenho uma coisas que sou completamente apaixonada, que quero desde a minha infância. Mas não estou caminhando em direção a ela, em parte porque senti que devia aos meus pais fazer faculdade e ter uma carreira estável, nunca cogitei ser sustentada por eles enquanto corro atrás dos meus sonhos, sempre quis foi fugir dessa dependência. Não estou no caminho mais fácil, mas acho que vai ser por esse por enquanto. Não vou levar a faculdade tão a sério, ao menos não como a coisa mais decisiva da minha vida, vou aos pouquinhos indo atrás do que quero. Me sinto bem mais segura hoje do que estava um ano atrás, tenho o apoio de Kaio nessas coisas e eu sei que de mais pessoas no futuro, eu provavelmente não terei uma carreira brilhante a menos que... A menos que.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Neil Gaiman é uma das minhas pessoas favoritas, você deveria escutar o que ele fala.

Assisti um discurso de Neil Gaiman hoje de manhã, foi muito legal, ele faz coisas legais no geral. Ele deu conselhos baseados na sua experiência trabalhando como freelancer e falou das suas duvidas, incertezas e erros, Gaiman disse que não tinha um plano bem definido, o máximo que tinha era uma lista de coisas que queria fazer, que escreveu quando tinha quinze anos. Uma das partes mais legais que ele falou é que ele visualizava o objetivo dele como uma montanha no horizonte e que o que ele tinha que fazer era andar até ela, escolher os caminhos que o faziam chegar mais perto da montanha, e não os que pagavam bem, eram confortáveis ou estáveis, ele tinha um objetivo em mente e ia atrás dele. Ele disse que aprendeu a escrever escrevendo e que o que se deve esperar dos trabalhos é que você tenha orgulho deles. Eu me pergunto, estou fazendo algo para me orgulhar? Estou no caminho certo? Ou estou mais distante do meu objetivo do que estava um ano atrás? Eu quero escrever quadrinhos, livros, jogos, quero contar histórias! Um passo de cada vez vou em direção ao que quero, vou parar de ter medo de falhar e deixar as coisas serem como tem que ser.

sábado, 19 de julho de 2014

Adventure Time Recap - Slumber Party Panic

O primeiro episodio de Adventure Time também foi o primeiro que assisti, foi um dia de madrugada assistindo TV e botei no cartoon network, estava passando um desenho que nunca tinha assistido antes, Hora da Aventura, pareceu legal a menina rosa cientista pareceu muito bacana, e o carinha de azul que estava com ela também. 
A história me pareceu meio estranha, mas super divertida, era tudo tão bonito: Vamos ressuscitar os mortos, oh não deu errado, o experimento virou zumbi e explodiu, contaminando todo o cemitério e 'oh não! Zumbis!!'. A princesa cientista Jujuba pede ajuda para Finn para levar todos para o castelo, todos seguros ela anuncia uma festa do pijama, afinal pessoas doce são muito assustadas, se levarem um susto muito grande elas explodem.  
Finn faz uma promessa real de não contar para ninguém, nem mesmo seu amigo Jake, o que é um grande problema afinal, melhores amigos contam tudo um para o outro, e Finn não parece ser tão bom em guardar segredos. De início Jake me pareceu engraçado e relaxado, talvez demais para o bem de Finn, também aparentou ter um senso de responsabilidade e maturidade menor, embora parecesse mais velho, você podia ver quem era mais velho pelas ações inocentes de Finn e pela sua atitude junto a princesa. Desde o início os personagens se mostraram muito cativantes e engraçados, esse primeiro episódio captou a aura de nostalgia que daria tom a série inteira. 
Conhecemos também os outros habitantes do reino, todos doces (literalmente) e de aparência meiga. Finn e os habitantes participam de várias brincadeiras na tentativa de distrair a eles e a Jake. Finalmente os zumbis batem a porta e Finn tem que bolar um jeito de controlar os zumbis sem contar para ninguém sobre a existência deles, para isso todos os habitantes são vendados, recebem estacas de madeira e é dito que eles tem que esmagar as "piñatas" que virão até eles. 
 Derrotados todos os zumbis, Jake reaparece e pede uma explicação sobre o ocorrido, achando que está tudo bem agora que não há perigo de susto Finn revela o segredo e imediatamente tudo se congela e a princesa aparece dizendo que agora dará inicio o julgamento por ter quebrado a promessa real, o castigo, obviamente, é morte por fogo. A princesa pede por misericórdia, então é trocado por resolver uma questão de matemática: 2 + 2.
Ao escutar a resposta, Jujuba percebe que a resposta para consertar a formula estava bem na frente dela, ela só era inteligente demais para perceber. Então todos os zumbis voltam a vida e é tudo feliz. Por hora. 
Melhor momento: 'Don't squeeze me i'll fart'


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Pensei em uma coisa

Eu tirei duas notas muito ruins nesse primeiro estágio da faculdade. Fiquei muito triste, sem saber o que fazer, e os meus planos? Minhas notas vão dificultar as bolsas, como vou conseguir projetos legais? E se eu não passar esse semestre? Um redemoinho de desespero tomou conta de mim. Não conseguia agir direito, só ficar triste e mais triste e mais triste.
Como o céu claro depois de uma tempestade, ontem a tarde as coisas melhoraram, uma sensação de calma tomou conta de mim: Eu consigo! Vai dar tudo certo, vou conseguir passar, minhas notas vão ser boas, eu sou capaz! Mas o universo conspirou para a mudança do meu pensamento, um cara no ônibus se levantou, fez um discurso bíblico e deu um sermão durante o caminho INTEIRO, nunca fui contra formas de expressar religiões ou religiões em si, mas me senti muito invadida, é desconfortável ter alguém enfiando crenças garganta a baixo. A pior parte era que não era algo propriamente bom, me fez me sentir muito mal comigo mesma, não pela conotação religiosa, mas pelos pensamentos que me fez chegar.
Era um sermão sobre plantas que não dão frutos, que elas serão cortadas e jogadas fora. Após a história o homem ficou falando sobre os frutos que damos, se os damos, se eles são bons e que se não, seremos jogados fora. Eu pensei no que fazia, no que traria de bom, pensei nos meus amigos que não falo  a dias e nos meus pais, se valho todo o esforço que eles tem. Pensei sobre muitas coisas, mas cheguei a conclusão que não era boa o suficiente para seja-lá-o-que.
Como num passe de mágica minha odisseia em mim mesma chegou ao seu fim hoje mesmo, de forma rápida e calma, vi que estou bem, muito bem, o caminho estava ruim, mas era o errado que qualquer forma. Descobri o que fazer, descobri que não tenho que me cobrar tanto em cálculos, essa não sou eu. Vou direcionar me para onde vou mais longe e a vista é mais bonita. Dou os detalhes depois.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Tantas pessoas melhores que eu no mundo, tantas que trabalham mais e eu aqui me lamentando.

Sabe quando sua motivação está em zero? Estou assim nesse momento, talvez pelo estresse das provas que vem, talvez por não estar acostumada com a nova vida, talvez por me sentir doente ou simplesmente por estar frio demais para levantar todos os dias. Quatro anos parece muito tempo, não sei se consigo, parece que não vou sobreviver o semestre! Me sinto uma falha ao tentar corresponder as expectativas dos outros, ao tentar impressionar, como conseguia antes? Disse que não ligo mais, mas é só meia verdade. Eu não consigo mais, por isso tento parecer calma por fora, mas não gosto de ser medíocre e acima de tudo não gosto de falhar. 
Antes era tudo mais fácil, eu conseguia tudo com facilidade e hoje tenho que me esforçar, mas não sei como, não sei se quero, não sei se consigo. Tenho vontade de parar um pouco, mas não dá, os dias estão passando e cada hora que passo lamentando é uma hora a menos que tenho. Eu sinto que sou velha demais para falhar, para tentar novamente, para desistir, sinto que minhas escolhas tem que ser as que levarei comigo para o resto da vida, mas a verdade é que não sei o que fazer, levei tanto tempo para convencer meus pais e não posso dar pra trás. Como estar em um beco sem saída com um assassino se aproximando e você não sabe o que fazer e só se desespera até sua hora chegar. Isso não é muito saudável.
Também sinto falta dos meus velhos amigos, os novos não me entendem não me completam, não falo direito com eles há dias, tenho a sensação que sempre puxo a conversa, e esses dias tive ocupada, talvez eles também, talvez não se lembrem de mim. É normal, não quero ser algo constante, mas puxar conversa no whatsapp seria muito bem-vindo, ainda mais porque sou tão ruim em conversar em grupo. Quando será que Giulia vi ver isso? Quando você ler isso Giulia, saiba que eu te amo, você é especial e me deixa feliz, vou botar credito para te ligar. 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Vá ler Sex Crimnals.

Eu recomendei Sex Crimnals aos meus amigos e acho que eles não leram, caso contrario saberia imediatamente. Esse é um tipo de quadrinho que você quer falar para as pessoas, quer que todos leiam e que faz parecer que o mundo está no caminho certo, boas histórias surgem a todo momento e essa é uma delas. Inicialmente conhecemos Suzie e suas frustrações ao tentar aprender sobre sexo e seu corpo após descobrir que pode parar o tempo ao ter um orgasmo, é uma narração engraçada sobre a descoberta da sexualidade e todas as frustrações que garotas sentem, talvez não todas afinal ao parar o tempo Suzie fica sozinha fazendo com que sua vida sexual por mais que ativa não se torne algo tão divertido.
A história dá a sua guinada após o encontro com John (acima) e a descoberta que Suzie não é a unica a ser capaz de parar o tempo, o próximo passo é virar ladrões de banco para salvar uma biblioteca. Nos capítulos após o primeiro conhecemos a história de John e o dia-a-dia do casal descobrindo um ao outro e o desenrolar das ações dos personagens ao cometer os crimes. Já disse que é super engraçado e bem escrito? Cara, sou ruim com recomendações, mas Sex Crimnals é super incrível, vá ler nesse instante.

Creditos de imagem: Sex Crimnals Vol. 1 Capitulo 1

Cidade dos sonhos.

Sabe o que quero para uma cidade? Calçadas legais para andar sem tropeçar e não um campo minado em dias de chuva, mais ônibus para não ficar aquele sentimento de sardinha, parques seguros e bem iluminados, livrarias e lojas de quadrinhos, talvez um bondinho, cantos no alto onde dá pra estar só em cima de todos, restaurantes que me fazem querer passar a noite por todas as noites. Sabe o café de Friends? Queria um lugar assim, pra chamar de meu. E sofás são bem mais acolhedores que cadeiras duras. Também queria lojas de roupas estranhas e legais, nos cantinhos da cidade, talvez uma feira com ingredientes de todos os cantos que te fizesse viajar só com os cheiros. Queria menos machismo, mais segurança como mulher, uma verdadeira Suécia no Brasil, bosques onde se pode ter uma cabana e pintar, mar para se olhar, chuvas brandas e muita sombra, lixo no lugar e pessoas educadas. Menos desigualdade, mais musica, cada qual limpando seu canto e todos cuidando de seus jardins. Mais arte moderna, mais esculturas legais, mais gente estranhas, menos estranhamento do povo.
Vi uma vez uma cidade perfeita, talvez não com tudo que falei, mas uma cidade que me fez querer morar só por existir, infelizmente existe em um filme animado. A personagem principal também se encanta com o lugar, como não? A primeira vista é a cidade mais bonita que já vi. Não por nada em especial, mas simplesmente por ser o que deve ser. Não muito grande, não muito pequena e com mar. Arquitetura bonita, ruas legais, arborização e a existência de bruxas são os complementos que a deixam perfeita. Existem várias cidades lindas em que queria morar, mas verdade seja dita, nenhuma cidade vai ser completamente perfeita se a minha mãe não morar lá.

domingo, 13 de julho de 2014

Mil posts hoje mas ainda estou longe do caminho certo.


Adorei o estúdio Ghibli desde o primeiro filme que assisti (não lembro qual foi), assisti o máximo que pude, mas sem pressa. Não se faz maratonas desses filmes pela primeira vez, você só assiste e absorve a sua beleza, tanto visual quanto em história. Um dos últimos filmes que assisti foi Mimi Wo Sumaseba (Whispers of the Heart) e ele me tocou de uma forma que não esperei, todos os filmes me emocionaram, mas esse falou comigo no momento em que estava ao assistir, senti a agonia de crescer de correr atrás de algo, de querer ser algo, ainda me sinto assim. Pior sinto que estou me desperdiçando, que tenho muito para correr atrás e pouco faço. Reclamar, reclamar eu só reclamo. Aos poucos estou andando, estou criando histórias novamente e estou muito feliz com elas, sinto que vou chegar aonde quero, só tenho que confiar e treinar para chegar lá.

Minha casa me lembra paz, paciência e aceitação. Aqui o mundo gira rápido demais.

Estou com saudades de casa. Do cheiro da minha mãe, da sensação da pele dela e de olhar para seu rosto. To com saudades de cuidar de Lili. De abraçar meu pai. Dos meus avós, tão velhinhos e frágeis. Da minha casa, que nunca mais morarei. As vezes acho que não queria ter deixado tudo, era tanta a pressa que não me lembrei do que perderia. De coisas que não seriam minhas para o resto da vida. Nunca mais irei morar naquela casa, com os meus pais e a minha irmã. Não morarei mais perto dos meus avós. Na vida da minha família agora sou visita.
Sinto saudades dos meus amigos de sentar e ficar conversando de nada. De rir. Sinto falta das férias de dormir sem  me preocupar, de não ter que cuidar de mim mesma o tempo todo, de não ter responsabilidades e principalmente de não ter consequências. Me sinto tão despreparada, eu realmente não sei estudar, não sou disciplinada e tá tudo dando errado, não acordo cedo pra estudar, se boto o celular de sete aperto soneca até dar dez se vou estudar a noite espero dar meia noite para decidir que vou estudar amanhã cedo. Hoje é domingo, tive a sexta livre e o sábado de poucas coisas, não estudei e não arrumei o quarto, as provas tão perto e me dei tão mal nas ultimas. Queria parar o tempo um pouco pra dar tempo de crescer, sinto que vou ficar para trás, que não estou correndo atrás do que quero, estou tão longe. Quero desistir, mas não posso. É a minha vida. Espero que dê tudo certo pra você, caso se desespere saiba que não é a unica e me liga.

Sabe quando você está andando um percurso gigantesco e quer desistir nos primeiros cem metros?

Tem uma garota que eu queria ser amiga, ela é bacana, mas nunca parece muito animada ao me ver, só normal. A cumprimento com um sorriso e ela nem isso, só fui descobrir que ela era muito engraçada ao aproxima-la dos meus amigos. Para eles ela é simpática, eu não entendo. Por que isso acontece? Ou tenho algo de errado ou sou realmente ruim com interações. Talvez eu não seja o tipo de pessoa dela, o que é aceitável, mas não consigo parar de pensar que tudo que faço e digo é estupido e não só para essa menina. As coisas que falo para os outros se pairam no ar por mais de um segundo penso que não deveria ter comentado aquilo, que foi desnecessário, estranho, que sou algo fora do lugar. Me sinto fora do lugar, até com amigos antigos. Uma garota que converso sempre chega atrasada a aula e ao chegar ela olha para mim e lança um gigante e engraçado sorriso, eu exito e acabo dando o mais amarelo e falso dos sorrisos, mesmo que não seja a intenção. Demoro tanto para me sentir confortável com alguém, converso com mil pessoas mas até que elas se tornem algo bom, não me sinto segura perto delas. Desisti da menina, não vou desperdiçar simpatia, ela pareceu bacana, mas não consigo conquistar alguém assim do jeito que sou, vou deixar acontecer, distribuir simpatia para quem quer. Afinal não tenho tanta esses últimos dias.

Boys Club Be Gone

Eu gostei de Kill Bill quando assisti a primeira vez, assisti os dois volumes um atrás do outro e me perguntei por que nunca tinha feito isso. Kill Bill foi o começo de uma fase da minha vida (ao menos em questões midiáticas). Assisti vários filmes do Tarantino e comecei a me importar com direção de filmes, fui prestando atenção em detalhes, descobri o Tvtropes e fui identificando padrões e boas histórias, mas a principal coisa que aprendi a identificar foi o meu padrão. De que eu gosto? Por que não gosto de algo? O que é a sensação ruim que sinto após ver algo que me divertiu? A sensação fica presa na garganta, por muito tempo não sabia o que era, hoje sei com quase que total certeza o que vou achar de algo e se vale a pena ou não. Além dos nuances que me agradam visualmente e de trilhas sonoras envolventes, sempre me pergunto: Onde estou nessa história? Sou bem representada? Sou um clichê? Interesse amoroso? Decoração? Eu vivo pra dar graça a vida de alguém? Percebi que as garotas da trama eram um espelho, e como elas fossem tratadas influenciaria a minha percepção na história. Critico mais, assisto menos, mas cada vez mais me sinto bem com o que vejo. Vejo as coisas melhorando vejo o que sei que foi feito pensado em mim.